
Antes de ver o filme, a Adriana me falou que foi o preferido dela durante muito tempo. Como as opiniões costumam bater, a expectativa era grande e, a cada cena, eu ficava mais perto de concordar que “Paris, Texas” é maravilhoso.
O filme começa com toda a pinta de que a história seria sobre o passado de um homem que havia perdido a memória. A partir daí, o núcleo vai mudando diversas vezes e acho que é isso que faz com que o espectador fique as quase 2h30m fixado na tela.
“Paris, Texas” não é sobre a cidade Paris, no Texas, nem sobre o que aconteceu com Travis nos quatro anos em que ele desaparecera, tampouco sobre a volta dele para a casa do irmão. O filme também não é só sobre a relação do homem com seu filho – o qual ele não via há quatro anos -, nem sobre as aventuras dos dois durante a busca pela mãe do menino ou o desespero dos tios – pais adotivos de Hunter – quando viram a relação construída dele com seu pai biológico. E o filme também não é sobre o romance de Travis com a mãe de Hunter. “Paris, Texas” fala sobre relações e as histórias são conectadas e contadas de uma maneira deliciosa de acompanhar. Cada relação dentro da história do filme podia ser um outro filme.
E eu, que tenho uma dificuldade enorme de gostar de filmes emotivos, fiquei super tocada com “Paris, Texas”. Mais um ótimo filme do CLUBE!
Por: Nathalia Jordão
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